Água Mineral ganha bancos com azulejos de estudantes
Desenhos de 400 alunos da rede pública em dez bancos do Parque Nacional de Brasília. Inauguração será nesta terça-feira.
Desenhos criados por cerca de 400 estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal vão ganhar espaço permanente no Parque Nacional de Brasília | Fotos: Joanna Hoffmann/Agência Brasil
O Parque Nacional de Brasília, popularmente conhecido como Água Mineral, será embelezado com dez bancos de concreto decorados com azulejos inspirados em desenhos de aproximadamente 400 estudantes da rede pública local. A inauguração do mobiliário ocorrerá nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, às 9h, no Centro de Visitantes do parque. Esta ação faz parte do projeto Arte e Integração, que conta com o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF) e diversas instituições culturais.
O que muda para o cidadão?
A adoção dos desenhos das crianças em azulejos nos bancos do Parque Nacional de Brasília oferece uma nova forma de interação com o espaço público. Além de embelezar o ambiente, a iniciativa promove a cultura e a conscientização ambiental, permitindo que os visitantes se conectem com a arte local e a fauna e flora do Cerrado. A secretária de Educação do DF, Iêdes Braga, afirmou que o projeto é um convite à ocupação criativa dos espaços públicos, unindo educação e arte.
Os bancos estarão localizados em áreas de grande circulação, como o Centro de Visitantes e a Ilha da Meditação, tornando-se pontos de referência para a população e turistas. A ação não só transforma o parque em um espaço mais atrativo, mas também valoriza a identidade cultural dos estudantes, que veem suas obras expostas em um local emblemático.
Quem está por trás do projeto?
O projeto Arte e Integração é promovido pelo Instituto Alvorada Brasil e pela Phi Soluções Criativas, com patrocínio da Claro, através da Lei de Incentivo à Cultura do DF, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) e da Secretaria de Educação (SEE-DF). A iniciativa incluiu oficinas criativas em dez unidades de ensino, onde as crianças puderam desenvolver suas habilidades artísticas e observar elementos do Cerrado.
O secretário de Cultura e Economia Criativa, Fernando Modesto, destacou a importância dessa política pública de incentivo à cultura, afirmando que o projeto promove a criação artística e fortalece o sentimento de pertencimento aos espaços públicos. Ele acredita que a combinação de cultura, educação e responsabilidade social deixa um legado positivo para as futuras gerações.
Como a arte transforma o ambiente?
Segundo o diretor artístico do projeto e artista plástico Paulo Mac Dowell, a arte é uma ferramenta de transformação social e ambiental. Ele ressaltou que ao trabalhar com azulejos, a iniciativa resgata uma linguagem artística significativa em Brasília, levando a arte para as comunidades e o cotidiano das crianças. O objetivo é formar não apenas pequenos artistas, mas cidadãos mais críticos e conscientes de seu papel na preservação do meio ambiente.
A intervenção artística no Parque Nacional de Brasília representa um passo importante para promover a cultura local e incentivar a educação ambiental, proporcionando um espaço onde tanto a arte quanto a natureza podem ser apreciadas e respeitadas. A expectativa é que essa ação inspire outras iniciativas semelhantes em toda a região, beneficiando a população e o meio ambiente.