Aleida Guevara alerta sobre possível invasão dos EUA a Cuba
Filha de Che Guevara expressa preocupação com a situação atual de Cuba e os riscos de um ataque militar.
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A médica Aleida Guevara, filha do icônico líder da Revolução Cubana, Che Guevara, manifestou sua preocupação com a possibilidade de uma invasão dos Estados Unidos a Cuba. Durante uma visita ao Brasil, Aleida comentou que a sensação na ilha é de que a ameaça é iminente, especialmente devido ao comportamento imprevisível do ex-presidente Donald Trump. Ela ressaltou que, embora haja uma constante vigilância sobre os movimentos dos EUA, a população cubana permanece unida e fiel aos princípios da Revolução de 1959.
O que motiva essa preocupação com a invasão?
Aleida Guevara, em entrevista à Agência Brasil, destacou que a incerteza em torno das intenções dos EUA é preocupante. Segundo ela, a retórica agressiva do governo americano, especialmente durante a administração de Trump, gera um clima de tensão constante. “Sabemos que podem nos atacar a qualquer momento porque são loucos”, afirmou. Ela também mencionou o endurecimento do bloqueio econômico e energético, que resultou em um período de três meses sem recebimento de petróleo, o que agrava a situação na ilha.
A médica enfatizou que a maioria dos cubanos mantém seus laços com os ideais revolucionários e a solidariedade internacional. Em suas palavras, o campesinato brasileiro, que participou de um evento em que ela estava presente, reconhece Cuba como um símbolo de liberdade e dignidade humanas. Aleida vê essa conexão como um sinal positivo de apoio mútuo entre as nações.
Como a população cubana reage à situação atual?
Apesar das dificuldades enfrentadas, Aleida Guevara acredita que a população cubana se mantém resiliente. Ela mencionou que a reforma agrária é um dos principais desafios, não apenas em Cuba, mas também no Brasil. “Se não houver uma reforma agrária profunda e real, será muito difícil resolver o problema da alimentação e da soberania alimentar”, alertou. Isso demonstra que, mesmo diante de ameaças externas, a luta por justiça social e direitos básicos permanece no centro das preocupações dos cubanos.
Aleida também afirmou que não pretende prolongar sua estadia no Brasil, pois sente uma responsabilidade urgente em retornar a Cuba, especialmente em um momento de potencial crise. “A pior coisa que poderia me acontecer na vida é meu próprio país ser atacado e eu não estar lá”, declarou, expressando a urgência de sua presença na ilha.
Com a história de Cuba marcada por conflitos e tensões com os EUA, a figura de Aleida Guevara se destaca como um elo entre o passado revolucionário e os desafios contemporâneos. O seu ativismo e o seu apelo à solidariedade internacional refletem a importância de uma resposta unida contra as pressões externas, enquanto Cuba busca preservar sua soberania e identidade.