Brasil discutirá minerais e economia nas reuniões do Brics e G7
Ministro Dario Durigan destaca a importância de proteger a economia brasileira diante de guerras internacionais e fortalecer parcerias estratégicas.
© Valter Campanato/Agência Brasil
O Brasil abordará os impactos econômicos das guerras no Oriente Médio e na Ucrânia, além de negociações sobre minerais críticos, durante as reuniões do Brics e do G7. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta terça-feira (12), em entrevista ao programa Na Mesa com Datena, exibido pela TV Brasil. A agenda inclui investimentos estratégicos e segurança energética, em meio ao aumento das tensões geopolíticas globais.
O que muda para o cidadão?
A participação do Brasil em fóruns internacionais como o Brics e o G7 visa proteger setores fundamentais da economia nacional, como combustíveis, agronegócio e mineração. Durigan enfatiza que as decisões tomadas nessas reuniões podem refletir diretamente nos preços dos combustíveis e na estabilidade do agronegócio, impactando a vida cotidiana dos brasileiros. “O tema de como a gente se prepara e protege o Brasil da guerra é o tema que mais me importa”, declarou o ministro.
Além disso, o governo brasileiro pretende se consolidar como um parceiro estratégico em recursos minerais e tecnologia. Com o objetivo de ampliar a cooperação internacional em áreas sensíveis para a economia, a participação do Brasil nas reuniões é considerada uma oportunidade para fortalecer sua posição no mercado global.
Quem tem direito ao benefício?
O governo destaca que a preservação de investimentos, como os financiados pelo Novo Banco de Desenvolvimento, é central na agenda do ministro. Entre os projetos prioritários está o desenvolvimento do primeiro Hospital Inteligente da América Latina, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). A iniciativa visa integrar tecnologia internacional e promover a cooperação entre especialistas de diferentes países, beneficiando a saúde pública e a inovação no Brasil.
No que diz respeito aos minerais críticos, o Brasil tem como meta se tornar um dos principais fornecedores globais de matérias-primas essenciais, como terras raras, nióbio e grafeno. O novo marco legal aprovado pelo Congresso busca assegurar segurança jurídica aos investidores estrangeiros, permitindo que o país mantenha o controle nacional sobre seus recursos. Segundo Durigan, isso é fundamental para atrair investimentos e garantir que futuros acordos internacionais estejam atrelados à industrialização local e à geração de empregos.
As reuniões do Brics e do G7 ocorrerão em um momento crucial, onde o Brasil poderá discutir a proteção de sua economia frente a crises internacionais. O ministro partirá do Brasil nesta quarta-feira (13) e participará da reunião do Banco do Brics em Moscou na quinta-feira (14), antes de seguir para a França para a cúpula do G7 na segunda-feira (18). A agenda proposta pelo governo busca não apenas mitigar os efeitos das guerras, mas também posicionar o Brasil como um protagonista no fornecimento de minerais estratégicos no cenário global.