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Distrito Federal

Câncer renal: diagnóstico precoce é desafio para saúde pública

Com 45 casos anuais no DF, a detecção precoce do câncer renal é crucial para aumentar as chances de cura e controle da doença.

Redação Redação
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Câncer renal: diagnóstico precoce é desafio para saúde pública

O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) é uma das unidades de saúde do DF que atuam com cirurgia oncológica  | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

O câncer renal representa um dos principais desafios para a saúde pública, especialmente no Distrito Federal, onde são registrados cerca de 45 casos por ano. A doença, que muitas vezes não apresenta sintomas nas fases iniciais, é frequentemente descoberta durante exames de rotina, como ultrassonografias ou tomografias do abdômen. Gustavo Ribas, chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer da Secretaria de Saúde do DF, destaca que a falta de um programa de rastreamento populacional e a ausência de sintomas iniciais dificultam a identificação precoce da doença.

O que muda para o cidadão?

Quando diagnosticado em sua fase inicial, o câncer renal apresenta altas taxas de controle e cura, geralmente alcançadas por meio do tratamento cirúrgico. Contudo, muitos casos permanecem silenciosos por anos, o que torna vital a conscientização sobre os sintomas e a importância de exames periódicos. A detecção precoce é fundamental, pois, conforme Ribas, “quando identificado ainda localizado no rim, o câncer renal apresenta altas taxas de controle e cura”.

Os sintomas mais comuns da doença incluem a presença de sangue na urina (hematúria), dor lombar persistente, perda de peso inexplicável, fadiga, febre prolongada sem causa aparente e anemia. Para confirmar o diagnóstico, são realizados diversos exames, como ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada com contraste, ressonância magnética em casos específicos, além de testes laboratoriais de sangue e urina e, quando necessário, biópsia.

Quem tem direito ao benefício?

A porta de entrada preferencial para serviços de saúde no DF é a unidade básica de saúde (UBS). Ao procurar atendimento, os pacientes podem ter acesso a exames de rastreio e, dependendo do caso, ser direcionados para serviços especializados que realizam investigações mais detalhadas sobre a presença da doença. A rede pública de saúde no DF conta com quatro hospitais regionais que realizam procedimentos cirúrgicos oncológicos: os de Sobradinho, Ceilândia, Gama e Asa Norte.

Além disso, o Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), localizado no Hospital de Base (HBDF), abriga duas unidades de assistência de alta complexidade em oncologia (Unacons), no Hospital Universitário de Brasília (HUB) e no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), ampliando as opções de tratamento disponíveis para os pacientes.

É essencial que a população esteja atenta aos sinais e busque atendimento médico regularmente. A conscientização sobre o câncer renal e a importância dos exames de rotina podem fazer a diferença na detecção precoce da doença, aumentando significativamente as chances de sucesso no tratamento e a qualidade de vida dos pacientes.

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