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Distrito Federal

Capivaras do DF não transmitem febre maculosa, revela estudo

Instituto Brasília Ambiental apresenta resultados de pesquisa sobre capivaras e saúde pública no DF.

Redação Redação
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Capivaras do DF não transmitem febre maculosa, revela estudo

Os resultados destacam a informação que a população de capivaras do DF não é transmissora da febre maculosa | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

O Instituto Brasília Ambiental divulgou, nesta sexta-feira (26), os resultados do Projeto Monitoramento e Manejo de Capivaras e Carrapatos, que conclui que a população de capivaras do Distrito Federal não é transmissora da febre maculosa. O estudo foi apresentado ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e à comunidade local, na sede do MPDFT.

O que muda para o cidadão?

O resultado do estudo é significativo para a saúde pública, pois a febre maculosa é uma doença grave que pode levar à morte, sendo endêmica em algumas regiões do Brasil, especialmente no Sudeste. A coordenadora do projeto, bióloga Morgana Bruno, explicou que a pesquisa preliminar descartou a presença da bactéria responsável pela febre maculosa nas capivaras do DF. “Outras bactérias da mesma família foram encontradas, mas sem a patogenicidade da febre maculosa”, afirmou a pesquisadora.

Com essa informação, a população pode ter maior tranquilidade em relação à convivência com esses animais, que são comuns em áreas urbanas e rurais do Distrito Federal. O projeto visa, além da saúde pública, promover um entendimento sobre a importância da fauna local e a necessidade de preservação.

Quem tem direito ao benefício?

Todos os cidadãos do Distrito Federal se beneficiam indiretamente dos resultados do estudo, que busca garantir a segurança e a saúde pública. A pesquisa foi conduzida em parceria com a Universidade Católica de Brasília (UCB) e as Secretarias de Meio Ambiente e de Saúde do DF, com o objetivo de promover um equilíbrio entre a conservação da fauna e a saúde humana.

O projeto é dividido em seis eixos, que incluem monitoramento, saúde pública e educação ambiental. A coleta de dados sobre a saúde dos animais e a presença de carrapatos é fundamental para prevenir doenças, enquanto a educação ambiental busca conscientizar a população sobre a convivência pacífica com a fauna nativa.

Qual é o cronograma do projeto?

O estudo teve início em 2025 e está previsto para se estender até 2027. A expectativa é que ao final do projeto, sejam elaborados protocolos que facilitem a convivência harmônica entre humanos e capivaras, além de subsidiar a formulação de políticas públicas. Morgana Bruno ressaltou que a territorialidade das capivaras tem atuado como um cordão sanitário natural, protegendo a população humana da transmissão de doenças.

O evento de apresentação dos resultados contou com a presença de autoridades do Instituto Brasília Ambiental, que reafirmaram a importância das pesquisas para a saúde pública e a conservação ambiental. O projeto, ao integrar ciência e educação, busca criar uma consciência coletiva sobre a importância da fauna local e os cuidados necessários para a manutenção do equilíbrio ecológico.

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