Clima seco em Brasília exige cuidados com a saúde respiratória
Temperaturas elevadas e baixa umidade requerem atenção redobrada à saúde, especialmente para quem tem doenças respiratórias.
Ambiente seco e quente em Brasília, com baixa umidade do ar (Foto: Agência Brasília)
Brasília encerra o mês de setembro sob um forte calor e umidade crítica, com registros de 33,2°C e apenas 15% de umidade relativa do ar. Essa condição climática pode provocar ressecamento da pele e das mucosas, aumentando o desconforto nos olhos, boca e nariz, além de exigir atenção especial das pessoas que sofrem com doenças respiratórias. A situação é preocupante, principalmente para aqueles que têm condições como asma, bronquite e rinite, que podem se agravar em períodos de baixa umidade.
O que muda para o cidadão?
As orientações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal indicam que a baixa umidade pode causar irritação nasal, sangramentos e ressecamento da garganta. Por isso, o cuidado com a saúde respiratória deve ser redobrado, principalmente em ambientes fechados. O engenheiro mecatrônico Patrick Galletti, CEO do Grupo RETEC, ressalta a importância de uma climatização adequada, que não apenas resfrie o ambiente, mas também promova a renovação do ar e a filtragem adequada.
Galletti aponta que o uso de ar condicionado deve ser acompanhado de cuidados com a manutenção dos equipamentos. Sistemas mal mantidos podem acumular poeira e contaminantes, o que prejudica a qualidade do ar e pode agravar sintomas respiratórios. Ele recomenda que a climatização deve ser parte de uma estratégia maior que envolva a observação conjunta de temperatura, ventilação e umidade.
Quem deve prestar atenção especial?
Pessoas com doenças respiratórias, como asma, bronquite e sinusite, são as mais afetadas em períodos de clima seco. Durante esses meses, a Secretaria de Saúde sugere aumentar a ingestão de líquidos e usar soro fisiológico nas narinas para aliviar o desconforto. Além disso, é importante evitar atividades físicas ao ar livre durante os horários mais quentes e secos, quando a umidade do ar é mais baixa.
Dentro dos imóveis, algumas medidas podem ser adotadas para melhorar a umidade do ar, como o uso de recipientes com água, toalhas úmidas ou umidificadores. Essas ações simples podem fazer uma grande diferença no bem-estar de todos, principalmente em locais onde a circulação de ar é limitada.
Como garantir um ambiente saudável?
Para garantir a qualidade do ar em ambientes climatizados, a manutenção preventiva dos equipamentos é essencial. Filtros sujos e serpentinas com resíduos podem comprometer a eficiência do sistema de climatização e reduzir a circulação do ar. Galletti enfatiza que é fundamental que os equipamentos estejam limpos e corretamente dimensionados, além de serem associados à renovação do ar.
Em projetos de maior porte, a utilização de sensores para monitorar parâmetros como temperatura, umidade e concentração de poluentes pode ajudar a identificar quando o ambiente precisa de maior ventilação. Essa abordagem é especialmente importante em locais com grande circulação de pessoas, onde a qualidade do ar deve ser uma prioridade.
Em suma, a atenção à saúde respiratória no clima seco de Brasília é vital, tanto em casa quanto em locais de trabalho. O cuidado com a climatização e a qualidade do ar, aliado a hábitos saudáveis, pode minimizar os impactos negativos desse período crítico sobre a saúde da população.