Coleta seletiva de lixo cresce 70% no DF entre 2021 e 2025
Serviço de coleta seletiva atende mais de 90% da população e gera R$ 180 milhões em receitas com recicláveis.
A ampliação de contratos de coleta seletiva por parte do GDF tem reflexos econômicos e sociais | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília
A coleta seletiva de lixo no Distrito Federal apresentou um crescimento significativo de 70% entre 2021 e 2025, aumentando de 36,3 mil para 61,3 mil toneladas de resíduos recicláveis. Atualmente, mais de 90% da população do DF é atendida pelo serviço, que tem se mostrado crucial na geração de renda através da comercialização de materiais recicláveis. O Governo do Distrito Federal (GDF) investiu R$ 94 milhões em cooperativas e associações de catadores nos últimos cinco anos, resultando em uma receita total de R$ 180 milhões.
O que muda para o cidadão?
O aumento na coleta seletiva traz benefícios diretos para os cidadãos, não apenas no aspecto ambiental, mas também social e econômico. O fortalecimento do serviço de coleta seletiva e a inclusão de cooperativas de catadores resultam em mais oportunidades de emprego e renda para essas comunidades, além de promover a conscientização sobre a importância da reciclagem e do descarte correto de resíduos.
Além disso, a ampliação da infraestrutura urbana, como a instalação de mais de 20 mil lixeiras e papeleiras, facilita o acesso da população a meios adequados de descarte. Isso contribui para a manutenção da limpeza pública e a preservação do meio ambiente, aspectos que afetam diretamente a qualidade de vida dos moradores do DF.
Quem tem direito ao benefício?
Todo cidadão que reside no Distrito Federal tem direito aos serviços de coleta seletiva, que já abrange mais de 90% da população. O GDF, por meio do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), disponibiliza a coleta de materiais recicláveis em diversas regiões, promovendo a inclusão social e a participação ativa da comunidade na gestão de resíduos.
Ao participar da coleta seletiva, os cidadãos não apenas ajudam a reduzir o volume de lixo enviado aos aterros, mas também contribuem para a economia circular, onde materiais recicláveis são reaproveitados, diminuindo a necessidade de nova extração de recursos naturais. Isso se reflete em uma cidade mais limpa e sustentável.
Qual é o impacto econômico da coleta seletiva?
O impacto econômico da coleta seletiva é significativo. Com o aumento da coleta e a comercialização de materiais recicláveis, as cooperativas de catadores têm gerado renda que, segundo o GDF, chega a R$ 180 milhões. Esse valor não apenas beneficia os catadores, mas também contribui para a economia local, estimulando o comércio e a indústria de reciclagem.
Além disso, o investimento contínuo do GDF em infraestrutura e equipamentos, como a entrega de 28 papa-entulhos, demonstra um comprometimento com a melhoria da limpeza urbana e a gestão de resíduos. Esses avanços garantem que a coleta seletiva não seja apenas uma iniciativa temporária, mas uma estratégia de longo prazo para a sustentabilidade do Distrito Federal.
Com dados que mostram um crescimento contínuo desde 2021, a coleta seletiva no DF é um exemplo de como políticas públicas eficazes podem transformar a realidade local. O GDF segue visando a melhoria dos serviços e a ampliação da conscientização ambiental, com expectativa de que esses esforços resultem em uma população cada vez mais engajada na preservação e no cuidado com o meio ambiente.