Gama x ASA: jogadores podem ser punidos por agressões em campo
Após o jogo tumultuado, Luan e Daniel enfrentam análise disciplinar por agressões durante a partida.
Foto: Reprodução/Metrópoles Esportes
No último domingo (30/8), o empate sem gols entre Gama e ASA, pelas semifinais da Série D do Campeonato Brasileiro, foi marcado por uma grande confusão que resultou na expulsão de dois jogadores do Gama. Os atacantes Luan Louzã e Daniel Guerreira foram protagonistas de um tumulto generalizado no gramado do Estádio Bezerrão, e agora estão sob a análise do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), conforme registrado na súmula do árbitro Gustavo Bauermann.
O que aconteceu durante o jogo?
A confusão começou aos 43 minutos do segundo tempo, quando Luan recebeu cartão vermelho direto por desferir uma cotovelada no peito do jogador Allef, fora da disputa de bola. O árbitro também relatou que, após a expulsão, Luan partiu em direção aos jogadores do ASA e agrediu Rafael e Richard, além de ter atacado o técnico Itamar Schulle. O jogador só foi contido após intervenção de integrantes das comissões técnicas e do pelotão de choque da Polícia Militar. Esse relato pode levar a uma denúncia contra Luan pelo artigo 254-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que prevê suspensão de quatro a 12 partidas para agressões físicas.
Um caso semelhante ocorreu em abril, quando o STJD puniu o jogador Jorge Carrascal, do Flamengo, com quatro jogos de suspensão por agressão física. No entanto, a pena foi reduzida para duas partidas em uma decisão posterior. A quantidade de agressões cometidas por Luan será um fator considerado na eventual denúncia, mas não necessariamente resultará em um aumento automático da pena, que será definida pela Procuradoria e analisada pelo tribunal.
Qual é a situação de Daniel Guerreiro?
O atacante Daniel Guerreiro também se envolveu em agressões durante a partida, recebendo cartão vermelho direto por dar um soco na cabeça de Roni Lobo nos acréscimos. A súmula ainda registra que, após essa agressão, Daniel atingiu Rafael com outro soco. Assim como Luan, ele poderá ser punido com base no artigo 254-A, que trata de agressões físicas, com a mesma previsão de suspensão de quatro a 12 partidas.
Casos recentes no STJD demonstram que a agressão física em campo é tratada com rigor. Em maio, três jogadores do ASA foram punidos com seis partidas cada por agressão em um tumulto semelhante. Além das agressões, o envolvimento dos jogadores em tumultos pode ser analisado sob o artigo 257 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que prevê suspensão de duas a 10 partidas para quem participa de rixas ou conflitos.
Quais os próximos passos do processo?
A definição sobre as punições de Luan e Daniel depende da análise da Justiça Desportiva, que considerará os relatos da súmula e as circunstâncias do episódio. A atuação do árbitro, que documentou os acontecimentos, será crucial para a avaliação. O STJD já recebeu denúncias em casos semelhantes, e a conduta dos jogadores pode ser revista com base em sua participação no tumulto.
Com a situação em andamento, os próximos passos da Justiça Desportiva serão acompanhados de perto, e as decisões tomadas podem influenciar não apenas os jogadores envolvidos, mas também a conduta de outros atletas em futuras competições. A análise disciplinar é um reflexo da necessidade de manter a integridade e a segurança dentro do esporte, e qualquer desvio de conduta será tratado com a devida seriedade.