Gramado sintético desafia Gama contra São José na Série D
Gama se prepara para enfrentar o gramado sintético do São José em busca de vaga na Série C do Campeonato Brasileiro.
Foto: Kelly Bandeira (@kelly_brolim)/São José
A primeira partida do Gama nas quartas de final da Série D do Campeonato Brasileiro apresenta um desafio incomum: enfrentar o gramado sintético do Estádio Francisco Novelletto, conhecido como Passo d’Areia, em Porto Alegre. O adversário, São José-RS, tem se adaptado a essa superfície desde 2019, o que representa um obstáculo a mais para a equipe do Gama, que busca a classificação para a Série C.
O que muda para o Gama ao jogar em gramado sintético?
O gramado sintético se tornou uma característica marcante da casa do São José, especialmente após um investimento de R$ 3,8 milhões em modernizações realizadas no ano passado. Essa superfície, que oferece um comportamento diferente do gramado natural, pode impactar a performance dos jogadores, especialmente daqueles que não estão acostumados. O Gama, que ainda não teve a oportunidade de jogar em campo sintético nesta temporada, precisa se adaptar rapidamente para minimizar as desvantagens que essa mudança pode representar.
A comissão técnica do Gama, sob a liderança do técnico Luís Carlos Sousa, optou por realizar os treinos de adaptação apenas ao chegarem ao Rio Grande do Sul. Eles terão dois dias para se familiarizar com o ambiente e as peculiaridades do gramado do Passo d’Areia antes da partida. A decisão foi tomada devido à falta de campos sintéticos adequados em Brasília, o que poderia comprometer a preparação da equipe para um jogo decisivo.
Quais são os riscos e cuidados na adaptação ao gramado sintético?
Durante a preparação, a comissão técnica evitará mudanças drásticas nos treinos, focando em exercícios de adaptação ao invés de treinos intensivos. O treinador enfatizou que a adaptação ao novo piso é crucial, mas também apresenta riscos, como dores musculares e articulares, que podem surgir se os jogadores não forem introduzidos adequadamente à nova superfície. Além disso, a equipe entrará mais cedo em campo para realizar aquecimentos e se familiarizar com as condições do jogo.
O gramado sintético do Passo d’Areia foi projetado para reduzir as diferenças em relação ao gramado natural. Com uma estrutura composta por cinco camadas, incluindo grânulos de brita e um sistema de amortecimento de impactos, a nova superfície promete oferecer um bom desempenho durante a partida. Esses cuidados visam não apenas a durabilidade do campo, mas também a segurança dos jogadores, minimizando o risco de lesões.
Como o São José se beneficia do seu gramado?
A rotina de treinos em campo sintético ao longo dos anos conferiu ao elenco do São José uma familiaridade com o comportamento da bola e a velocidade da superfície. Essa experiência pode representar uma vantagem significativa em um confronto onde os detalhes fazem a diferença. Para o Gama, a prioridade será acelerar o processo de adaptação e tentar reduzir essa vantagem, focando na execução de uma estratégia que permita uma performance competitiva.
Com a proximidade do jogo, a expectativa é alta. O Gama entra em campo com o objetivo de superar esse desafio inédito e avançar na competição. A preparação e a adaptação ao gramado sintético serão determinantes para o sucesso da equipe na busca por uma vaga na Série C do Campeonato Brasileiro.