Implanon: 6,5 mil unidades disponíveis na rede pública de saúde
Método contraceptivo é voltado para meninas e mulheres de 14 a 49 anos, com alta eficácia e fácil inserção.
Colocação do Implanon é rápida, requerendo apenas anestesia local; dispositivo é considerado de alta eficácia | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde-DF
A rede pública de saúde do Distrito Federal disponibilizou 6.692 unidades do Implanon, um implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel, entre fevereiro e maio de 2026. O método é voltado para meninas e mulheres de 14 a 49 anos e pode ser encontrado em todas as unidades básicas de saúde (UBSs) da região.
O que muda para o cidadão?
O Implanon é um método contraceptivo moderno e reversível, que se destaca pela sua eficácia, apresentando uma taxa de falha inferior a 0,05%. A inserção do dispositivo é realizada por médicos e enfermeiros capacitados, utilizando apenas anestesia local na parte interna do braço, o que torna o processo rápido e pouco invasivo. Este método não requer uso diário, como os anticoncepcionais orais, oferecendo maior comodidade às usuárias.
Com a ampliação do número de profissionais capacitados e a disponibilização de 5,5 mil novos dispositivos, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal garante acesso ao Implanon a toda população em idade fértil. O aumento na oferta é uma resposta à demanda crescente por métodos contraceptivos eficazes e de fácil manuseio.
Quem tem direito ao benefício?
Todas as meninas e mulheres entre 14 e 49 anos têm direito ao Implanon, bastando procurar uma unidade básica de saúde. Inicialmente, o método tinha acesso restrito a grupos prioritários, mas agora, com a capacitação de mais profissionais, o acesso foi democratizado. É importante ressaltar que o Implanon é um contraceptivo hormonal e não deve ser confundido com implantes hormonais de natureza estética, que são proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Viviane Albuquerque, referência técnica distrital em saúde da mulher, alerta sobre a distinção entre o Implanon e os chamados “chips da beleza”, que são utilizados para fins estéticos e podem conter substâncias proibidas. O Implanon tem como único objetivo evitar a gravidez e é essencial que as usuárias estejam cientes de que o dispositivo não previne infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Quais são os efeitos colaterais do Implanon?
Como todo método contraceptivo hormonal, o Implanon pode causar reações indesejadas, especialmente nos primeiros meses de uso, enquanto o corpo se adapta ao dispositivo. Os efeitos mais comuns incluem alterações no ciclo menstrual, variações de peso, sensibilidade nos seios, dor de cabeça e mudanças na pele e no cabelo. É crucial que as usuárias estejam informadas sobre esses possíveis efeitos e consultem profissionais de saúde para orientações adequadas.
O acesso ao Implanon é uma iniciativa importante para a saúde reprodutiva, promovendo o planejamento familiar de forma segura e eficaz. A população deve aproveitar essa oportunidade para conhecer mais sobre os métodos contraceptivos disponíveis e escolher aquele que melhor se adapta às suas necessidades.