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Insulina glargina é disponibilizada no SUS para diabetes

Novo tratamento oferece mais segurança e qualidade de vida para crianças, adolescentes e idosos com diabetes no Brasil.

Redação Redação
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Insulina glargina é disponibilizada no SUS para diabetes

© MS/Divulgação

O Ministério da Saúde anunciou a substituição gradual da insulina NPH pela insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS), beneficiando pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e idosos com 70 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 ou tipo 2. Até o dia 13 de novembro, mais de 254 mil tubetes da nova insulina já foram enviados a 16 estados brasileiros, juntamente com 52.350 canetas reutilizáveis para a aplicação do medicamento. A previsão é que todas as unidades da Federação recebam a insulina glargina até o final de julho.

O que muda para o cidadão?

A insulina glargina é considerada uma opção terapêutica mais moderna, com ação prolongada que, na maioria dos casos, requer apenas uma aplicação diária. Esse novo esquema de tratamento é mais prático e reduz o número de aplicações necessárias, que podem chegar a três vezes por dia com a insulina NPH. Além de simplificar o tratamento, a insulina glargina proporciona um controle mais estável da glicemia e diminui o risco de episódios de hipoglicemia, o que pode levar a uma melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes.

Para ter acesso à insulina glargina, o paciente deve comparecer à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência, munido de receita médica devidamente emitida e carimbada. Para crianças e adolescentes, pais, responsáveis ou cuidadores também podem solicitar a troca da insulina NPH pela nova opção terapêutica. A equipe multiprofissional da UBS será responsável por avaliar o quadro clínico do paciente e verificar a possibilidade de transição do tratamento.

Quem tem direito ao benefício?

Todos os pacientes com diabetes tipo 1 entre 2 e 18 anos incompletos e idosos com 70 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 ou tipo 2 têm direito ao acesso à insulina glargina pelo SUS. É importante ressaltar que a mudança não será automática, sendo necessário passar por uma avaliação clínica realizada por profissionais de saúde nas UBSs. Essa abordagem garante que cada paciente receba o tratamento mais adequado às suas necessidades.

Com a disponibilização da insulina glargina, cada paciente receberá também uma caneta reutilizável para aplicação, que possui validade de três anos, além das agulhas necessárias para a administração do medicamento. Essa iniciativa do Ministério da Saúde visa não apenas a modernização do tratamento do diabetes, mas também a promoção de uma gestão mais eficaz da doença, contribuindo para a saúde pública do país.

Em resumo, a introdução da insulina glargina no SUS representa um avanço significativo no tratamento do diabetes no Brasil. A expectativa é que essa nova abordagem melhore a qualidade de vida dos pacientes, oferecendo um controle glicêmico mais estável e reduzindo os riscos associados ao tratamento inadequado. O acesso à nova insulina está disponível nas UBSs, e é fundamental que os pacientes procurem essas unidades para realizar a avaliação e receber orientações sobre a troca de tratamento.

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