Ketleyn Quadros encerra carreira e deixa legado ao judô nacional
Judoca brasiliense se despede das competições após mais de duas décadas de conquistas e inspirações para novas gerações.
Foto: Divulgação/CBJ
No dia 22 de julho, o judô brasileiro se despediu de uma de suas mais icônicas representantes. Ketleyn Quadros, nascida em Ceilândia, anunciou sua aposentadoria das competições após mais de duas décadas defendendo a Seleção Brasileira. A atleta é reconhecida por ser a primeira mulher do Brasil a conquistar uma medalha olímpica em uma modalidade individual, feito alcançado nos Jogos de Pequim, em 2008, e que se tornou um símbolo para gerações de judocas. A decisão foi revelada durante a Seletiva Nacional Sênior, onde recebeu uma homenagem da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).
O que representa o legado de Ketleyn Quadros?
A CBJ, em reconhecimento ao trabalho de Ketleyn, entregou uma placa comemorativa em uma cerimônia que contou com a presença do presidente Paulo Wanderley Teixeira, além de dirigentes e treinadores que acompanharam sua trajetória desde os primeiros anos no esporte de alto rendimento. Emocionada, a judoca dedicou o reconhecimento a todos que contribuíram para sua carreira. "Houve muito sacrifício ao longo dessa caminhada, mas quero dizer aos atletas que estão competindo hoje: vale muito a pena. Sei que esta homenagem leva o meu nome, mas ela é uma conquista de todos", declarou Ketleyn.
Paulo Wanderley relembrou a importância do momento histórico vivido durante os Jogos Olímpicos de Pequim e destacou a dimensão do legado deixado pela judoca. Ele enfatizou que Ketleyn não apenas conquistou uma medalha, mas também abriu caminhos para o esporte feminino brasileiro. "A CBJ reconhece uma trajetória marcada por dedicação, resiliência e pioneirismo. Como a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha olímpica em um esporte individual, ela inspirou gerações e deixou um legado para o nosso esporte", afirmou o dirigente.
Como foi a trajetória de Ketleyn no judô?
A carreira de Ketleyn Quadros começou na infância, em Ceilândia, onde ela iniciou os treinamentos aos sete anos. Após conquistar o bronze histórico em Pequim, a atleta se consolidou como uma das principais judocas do país, participando também dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 e se preparando para Paris 2024, onde integrou a equipe que conquistou a inédita medalha de bronze em competições mistas. Ao longo de sua trajetória, Ketleyn acumulou mais de 400 combates internacionais e 43 medalhas em competições, fazendo parte de uma das histórias mais vitoriosas do judô brasileiro.
O impacto de Ketleyn vai além de suas conquistas pessoais. Seu legado representa uma inspiração para futuras gerações de atletas, especialmente mulheres, que buscam espaço e reconhecimento no esporte. A trajetória da judoca não apenas colocou o Distrito Federal em destaque no cenário esportivo nacional, mas também redefiniu a percepção sobre a participação feminina no judô e em outras modalidades esportivas.