Últimas
Carregando últimas notícias...
Carregando...
☀️ 25°C Brasília
Carregando anúncio...
Cultura & Lazer

Livro transforma história de irmãos perseguidos na ditadura em ficção

Redação Redação
• • Nenhum comentário
Livro transforma história de irmãos perseguidos na ditadura em ficção

Ela é ativista e sobrevivente do período de repressão.

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e recebernotificações em tempo real? Rosalina Santa Cruz, importante personagem da resistência àditadura militar, e seu irmão, Fernando Santa Cruz, preso político desaparecido em 1974, terão suas histórias transformadas em ficção no livroProjeto Futuro(ed. País Nenhum), de Danilo Heitor. O livro acompanha Soraia e Leilane, duas amigas prestes a concluir o ensino médio. Ao ler acidentalmente um e-mail, elas descobrem um projeto secreto iniciado durante a ditadura militar, que usava presos políticos como cobaias em experimentos de viagem no tempo.Décadas depois, o projeto é retomado, sem qualquer limite ético. “Não é mais fácil encarar [tudo o que passamos] como uma ficção. Ainda me deixa insone, sem dormir; é muito difícil o que eu passei. Passei pela geladeira, o emparedamento, choque elétrico, passei por estar de capuz o tempo inteiro, que é uma forma de você perder a noção de espaço, de tempo”, relata Rosalina. Além de exaltar o autor e afirmar que a história de presos e mortos na ditadura precisa chegar a uma população mais jovem, a ativista se emociona ao ver as dores que enfrentou nas páginas.“Essa forma de denunciar — é, no fundo, uma denúncia — o que foi a ditadura, o desaparecimento de pessoas, é muito importante”, afirma. Rosalina Santa Cruz inspira o livro de ficção que retrata uma viagem ao tempo da ditadura militar. Ela é ativista e sobrevivente do período de repressão. Danilo Heitor é autor do livro Projeto Futuro (Ed. País Nenhum) Apesar da boa dose de ficção-científica, Danilo — filho de militantes perseguidos pelo regime — mantém os nomes reais de Rosalina e Fernando para aproximar crianças e jovens de um período que, para eles, é apenas uma narrativa de um livro de história. “Eu sou professor do fundamental II e do ensino médio. Os meus estudantes são pessoas muito jovens. A ditadura, para eles, está muito distante, é meio que assunto chato de livro didático. Eu quis pegar esse conteúdo, que considero muito importante, e trazê-lo para a sala de aula com uma linguagem mais próxima do dia a dia deles. A ficção científica me pareceu interessante para capturar a atenção que eu precisava”, diz. Ele diz ainda que a viagem no tempo tem importante papel na trama:“A ideia da viagem no tempo dialoga com a memória dos desaparecidos políticos. São pessoas sequestradas, torturadas e mortas pelo Estado, e de quem só sabemos porque os parentes e companheiros lutam para contar e descobrir suas histórias”. “Na vida real, elas ‘reaparecem’ no presente por meio do que as pessoas próximas contam sobre elas. No livro, transformá-los em viajantes do tempo é uma metáfora para esse processo, e a descoberta dessa viagem por parte das protagonistas funciona como metáfora da luta pelo descobrimento sobre o que realmente aconteceu com eles”, finaliza. Receba notícias de Entretenimento/Celebridades no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar ocanal de notícias do Metrópoles no WhatsApp. P

Compartilhe

Notícias Relacionadas

Carregando anúncio...