Marabraz enfrenta recuperação judicial após briga familiar
A varejista acumula dívidas de R$ 140 milhões em meio a disputas familiares pela administração da holding da família.
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A varejista Marabraz solicitou recuperação judicial, alegando dívidas que chegam a R$ 140 milhões, em meio a uma disputa familiar intensa. No pedido, os controladores da empresa relatam dificuldades para obter crédito após a perda de acesso a uma holding que gerencia os bens da família Nasser, fundadora da Marabraz. A crise familiar, que já se desdobrou em um longo processo judicial, está no centro da solicitação de recuperação.
O que motivou a recuperação judicial da Marabraz?
Os principais motivos citados no pedido de recuperação judicial incluem a alegação de que os netos do fundador da empresa, Abdul Fares e outros, estariam realizando retiradas anuais significativas para manter um estilo de vida luxuoso. Entre os exemplos apresentados está um anel de noivado avaliado em aproximadamente R$ 6 milhões, que foi dado a atriz Marina Ruy Barbosa. Essa situação, segundo os irmãos Nasser e Jamel Fares, atuais controladores da Marabraz, teria contribuído para a deterioração financeira da empresa.
A transferência de cotas da holding LP Administradora de Bens para os netos, em 2011, foi apontada como uma operação simulada, com a intenção de proteger o patrimônio da família de dívidas. Os herdeiros, no entanto, defendem que a transferência foi legítima e que o pedido de nulidade é resultado de desavenças familiares. Em uma decisão recente, a Justiça decidiu manter os netos no controle da holding, considerando que os filhos não poderiam alegar que a operação foi uma manobra para evitar credores.
Qual é o impacto para a Marabraz e seus credores?
A perda de controle sobre a holding gerou consequências diretas para a Marabraz, que, segundo seus advogados, enfrentou restrições por parte de instituições financeiras. As dificuldades para obter crédito aumentaram, com novas exigências de garantias e elevação nos custos das operações. De acordo com os advogados da empresa, esses fatores comprometeram a saúde financeira da varejista e dificultaram a continuidade das operações, especialmente em um cenário onde o capital de giro é essencial.
Os administradores da LP, por sua vez, alegam que a holding e os imóveis sob sua gestão são entidades autônomas e não têm relação direta com as operações da Marabraz. Em nota, a LP Administradora de Bens esclareceu que as empresas são independentes e que as informações divulgadas sobre a recuperação judicial da Marabraz são baseadas em equívocos e desinformações.
Quais são os próximos passos para a Marabraz?
Com a recuperação judicial em andamento, a Marabraz busca alternativas para reestruturar suas dívidas e restaurar sua solidez financeira. O processo pode levar algum tempo, durante o qual serão avaliadas as possibilidades de renegociação com credores e a reestruturação interna da empresa. A situação continua sendo monitorada de perto, tanto por investidores quanto por consumidores que acompanham a trajetória da varejista.
Enquanto isso, a disputa familiar permanece como um fator crítico que poderá influenciar o futuro da Marabraz. A resolução das questões internas e a recuperação financeira são essenciais para que a empresa possa recuperar sua posição no mercado e atender às necessidades de seus clientes.