MPDFT analisa presença da Ira Jovem no jogo Gama e ABC
Reunião discute segurança e possíveis medidas para a torcida organizada no duelo decisivo da Série D.
Foto: Divulgação/MPDFT
A presença da torcida organizada Ira Jovem do Gama na semifinal da Série D do Campeonato Brasileiro foi tema de reunião entre representantes da entidade e a Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC) nesta terça-feira (25/8). O encontro teve como foco a segurança no evento, que ocorrerá no domingo (30/8), às 16h, no Estádio Bezerrão, e ocorre em meio a restrições impostas após episódios de violência na partida anterior contra o América-RN.
O que muda para o cidadão?
O confronto entre Gama e ABC é um dos mais importantes da temporada para o time alviverde, e a discussão sobre a participação da Ira Jovem reflete a necessidade de manter a segurança dos torcedores. O procurador Eduardo Sabo destacou que o contato será realizado com os órgãos de segurança pública para avaliar a possibilidade de presença da torcida organizada. Caso autorizada, será definido um limite no número de integrantes que poderão acessar o estádio, levando em conta a identificação dos associados.
Durante a reunião, a Ira Jovem apresentou propostas para aumentar o controle sobre seus integrantes, visando a individualização de responsabilidades em casos de violência ou incidentes. Entre as sugestões, discutiram-se sanções disciplinares, como prestação de serviços em projetos sociais e a doação de cestas básicas, além de possíveis suspensões e expulsões de torcedores que não cumprirem as normas.
Quem tem direito ao benefício?
Os associados da Ira Jovem devem fornecer à PDDC informações sobre a regularização de seu cadastro e a governança da entidade até o final desta semana. Além disso, a torcida organizada terá um prazo de 30 dias para apresentar garantias de cumprimento das obrigações do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) estabelecido com a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) em fevereiro de 2025.
Para reforçar a segurança, há previsão de implantação de catracas com identificação facial a partir de janeiro de 2027, o que permitirá um controle mais rigoroso do acesso ao estádio, com entradas distintas para as torcidas. Essas medidas visam garantir a segurança dos torcedores e prevenir novos episódios de violência.
A discussão ocorre após um incidente notório no dia 26 de julho, quando integrantes da Ira Jovem romperam barreiras de contenção, resultando em um confronto com a torcida visitante. Em resposta, o MPDFT solicitou à Justiça ações contra a atuação coletiva da organizada, que foi restringida em decisão judicial no dia 14 de agosto, visando evitar situações similares no futuro.
O debate em torno da presença da Ira Jovem é um reflexo da preocupação com a segurança nos eventos esportivos, e as próximas semanas serão cruciais para definir as condições de participação da torcida na semifinal. A atuação das autoridades e da torcida organizada é fundamental para garantir um ambiente seguro e controlado durante as competições esportivas.