Raphael Montes fala sobre seu medo de true crime em entrevistas
O escritor e roteirista revela sua aversão ao gênero, apesar de suas obras em suspense e crime.
Metrópoles/ Victor Sansil
O escritor e roteirista Raphael Montes, conhecido por suas obras de suspense e crime, como "Jantar Secreto" e "A Menina que Matou os Pais", revelou em entrevista que não é fã do gênero true crime. Em sua declaração, ele explicou que, embora trabalhe com histórias baseadas em eventos reais, sua natureza medrosa o afasta desse tipo de conteúdo. A conversa ocorreu durante uma entrevista ao portal Metrópoles, onde Montes falou sobre sua trajetória na literatura e o impacto que isso teve em sua carreira.
O que leva um autor a escrever sobre violência?
Montes, que é formado em Direito, revelou que sua paixão pela escrita começou na infância, quando ele preferia criar histórias para seus bonecos em vez de assistir desenhos animados. A leitura de "Não Sobrou Nenhum", de Agatha Christie, aos 12 anos, foi um marco que despertou seu desejo de ser escritor. Ele mencionou que a escrita de roteiros se tornou uma extensão natural de sua carreira literária, especialmente após o sucesso do seu segundo livro, "Dias Perfeitos". Apesar de suas obras abordarem violência e crime, ele admite que a violência real o assusta.
Ao ser questionado sobre como é desenvolver roteiros inspirados em casos reais, como os de Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga, Montes afirmou que precisa ter um profundo conhecimento dos casos, mas isso não diminui seu medo. Ele descreve o processo criativo como algo orgânico, onde as ideias surgem de conversas cotidianas e inquietações que observa ao seu redor. Essa atenção ao mundo ao seu redor, segundo ele, é o que alimenta suas narrativas intrigantes.
Como a infância de Montes influenciou sua carreira?
Montes compartilhou que seu interesse por criar histórias começou cedo e que isso moldou sua identidade como escritor. Ele se recordou de que, assim que começou a escrever, as ideias fluiam de maneira natural, quase como se os livros se formassem sozinhos. O autor afirmou que a criação de um livro é um processo que vai se desenvolvendo até que ele se dá conta de que tem algo pronto. Essa conexão com sua infância, onde a imaginação era livre, continua a influenciar sua escrita.
A capacidade de Montes de transformar suas experiências e observações em narrativas cativantes é um testemunho de sua habilidade como roteirista e escritor. Mesmo com sua aversão ao verdadeiro crime, ele encontra formas criativas de explorar temas sombrios, mantendo seu estilo único e atraente. O autor, que se considera medroso, possui uma vasta gama de ideias que surgem de suas interações e observações diárias, o que o ajuda a criar histórias que ressoam com o público.
Em resumo, Raphael Montes é um exemplo de como a combinação de paixão pela escrita e experiências pessoais pode resultar em obras impactantes. Seu medo do gênero true crime não impede que ele produza narrativas envolventes e desafiadoras, provando que a criatividade pode florescer mesmo em meio a incertezas. Com novos projetos em andamento, os fãs aguardam ansiosamente por mais histórias que exploram o lado obscuro da natureza humana, sempre com a perspectiva única de Montes.