Terapia nutricional oferece fórmulas gratuitas para crianças alérgicas
Programa da Secretaria de Saúde atende mais de 1,4 mil crianças com alergia ao leite de vaca em Brasília.
Karem Araújo com a filha Maitê, de 9 meses, que tem alergia à proteína do leite de vaca e se trata pelo programa da Secretaria de Saúde: “É um alívio saber que teremos o alimento garantido” | Foto: Jh
O Programa de Terapia Nutricional Enteral Domiciliar (Ptned), da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, disponibiliza fórmulas alimentares gratuitas para crianças diagnosticadas com alergia à proteína do leite de vaca (APLV). Atualmente, mais de 1.445 pacientes menores de 2 anos recebem esse suporte, o que é considerado crucial para o seu desenvolvimento saudável. A iniciativa foi reforçada durante a Semana Nacional de Conscientização sobre Alergia Alimentar, conforme estabelecido pela Lei nº 14.731/2023.
O que muda para o cidadão?
A alergia à proteína do leite de vaca é uma condição comum entre crianças, podendo causar sintomas gastrointestinais, respiratórios e dermatológicos. Para os pais, o acesso a fórmulas nutricionais gratuitas representa um alívio financeiro e uma garantia de que suas crianças receberão a nutrição adequada. Karem Araújo, mãe da Maitê, uma das beneficiadas, destaca a importância do programa: “Eu e meu marido somos autônomos e não teríamos condições financeiras de custear a alimentação dela. É um alívio saber que teremos o alimento garantido”.
O Ptned, regulamentado pela Portaria nº 374/2023, não apenas atende crianças com APLV, mas também pacientes com outras condições clínicas. Com a atual demanda, o programa já atende cerca de 4 mil crianças, evidenciando a necessidade de serviços de saúde que atendam a essas especificidades.
Quem pode participar do programa?
Para ter acesso às fórmulas, é necessário que os responsáveis façam um cadastro no sistema InfoSaúde e agendem a retirada das fórmulas pela plataforma Agenda DF. A dispensação ocorre na Central de Nutrição Domiciliar (Cnud), localizada no Parque de Apoio da SES-DF, no SIA. Os documentos exigidos incluem cópia do documento de identidade do responsável, comprovante de residência, Certidão de Nascimento da criança e o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
Além disso, é imprescindível que as crianças passem por reavaliações nutricionais a cada três meses e avaliações médicas a cada seis meses para garantir a continuidade no programa. A avaliação social é feita apenas no momento do cadastro, facilitando o processo para as famílias que necessitam do serviço.
Essa abordagem não apenas proporciona suporte nutricional, mas também assegura que as crianças recebam nutrientes essenciais, como proteínas e cálcio, em quantidades adequadas para seu crescimento e desenvolvimento. O programa é um exemplo de como a saúde pública pode atuar de maneira eficaz na prevenção de complicações associadas a alergias alimentares.