Venda de ativos do Banco Master pode fortalecer BRB, diz presidente
Nelson Antônio de Souza destaca que ativos têm valor e podem ser vendidos para capitalização do banco do GDF.
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Em entrevista ao portal Metrópoles, o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou que a venda de ativos adquiridos do Banco Master pode contribuir para a capitalização da instituição financeira gerida pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Segundo Souza, nem todos os ativos comprados são de qualidade duvidosa e a venda no preço de mercado pode gerar recursos significativos.
O que muda para o BRB com a venda dos ativos?
Nelson Antônio de Souza explicou que há ativos, como a carteira da Tirreno, que foram contabilizados como prejuízo, mas que na verdade têm valor e precisam ser vendidos com um planejamento adequado para evitar perdas excessivas. Ele ressaltou que a venda deve ser feita com cautela para não resultar em um deságio muito grande, o que poderia comprometer o retorno esperado. A estratégia de venda dos ativos é vista como uma das principais alternativas para a recuperação financeira do BRB.
Adicionalmente, o presidente do BRB mencionou que uma nova oportunidade surgiu com a alteração da classificação da Capacidade de Pagamento (Capag) do GDF. Essa mudança poderá facilitar o acesso a empréstimos, uma vez que a classificação do GDF passou de Capag C para “A”, o que indica uma melhora em sua saúde fiscal. Essa situação abre caminho para a União avalizar um empréstimo de R$ 6,6 milhões, que estava bloqueado por falta de entendimento entre as partes envolvidas.
Quem pode se beneficiar com a melhoria do BRB?
A melhoria do Capag, que é um indicador importante para avaliar a saúde financeira de instituições, pode beneficiar não apenas o BRB, mas também a população do Distrito Federal. Com recursos adicionais, o banco poderá oferecer melhores serviços e condições financeiras, além de contribuir para o desenvolvimento econômico local. A proposta de homologação do empréstimo pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) poderá resultar em um aporte significativo para o BRB, permitindo que a instituição amplie suas operações e investimentos.
Souza destacou que a proposta inicial de que o FGC concedesse o empréstimo ao GDF, que por sua vez faria o aporte no BRB, ainda está em discussão. Os bancos ainda não forneceram o aval necessário para que essas garantias se concretizem. O presidente do BRB acredita que as questões levantadas pelos bancos são solucionáveis e que, com o apoio adequado, o cenário pode mudar rapidamente.
Com as novas possibilidades em andamento, o BRB está em busca de alternativas para fortalecer sua posição financeira e garantir a continuidade de seus serviços. A combinação da venda de ativos e a melhoria na classificação de crédito são passos importantes para a recuperação do banco, que desempenha um papel crucial na economia local.